Assinado convênio para a retomada do Grupo Reflexivo para Autores de Violência

Publicado: 05/06/19 09:55

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds-GO), assinou na última terça, dia 04, um convênio com a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) para a retomada do projeto Grupo Reflexivo para Autores de Violência Doméstica. O projeto reúne homens supostos autores de violência contra mulheres em sessões coletivas e terapêuticas com ajuda psicológica para vencerem o ciclo de violência.

A solenidade foi realizada na sede da reitoria da PUC (no Setor Universitário, em Goiânia) e contou com as presenças do secretário Marcos Cabral (titular da Seds-GO), do reitor da PUc-GO, Wolmir Amado, de professores da universidade e gestores da pasta. O projeto será coordenado pelo Centro de Referência Estadual da Igualdade (Crei), unidade da Seds.

De acordo com a gerente do Crei, Juliana Caiado, o projeto é importante para romper a cultura machista, que alimenta o ciclo de violência contra a mulher. “É uma medida protetiva que oferece espaço permanente de discussão, com caráter educativo, informativo e pedagógico, destinado à conscientização de autores de violência doméstica e familiar. Os grupos promovem essa desconstrução, que é boa para todos, para a mulher, para o próprio homem e para a sociedade”, comenta.

A gerente do Crei observa que o projeto tem alto índice de sucesso, com baixíssimo número de participantes que voltam a cometer atos de violência contra suas parceiras. “De 1000 homens que já passaram pelos grupos, apenas um percentual muito baixo reincidiu”, informa. Pelo convênio, os grupos com 20 participantes serão retomados em agosto, em encontros semanais.

Iniciado em 2015, o trabalho é fruto de parceria entre o Governo de Goiás, por meio da Seds, com a PUC e apoio do Tribunal de Justiça e Ministério Público Estadual. Os participantes são encaminhados, de forma compulsória, pelos juízes dos respectivos processos a que respondem, com base na Lei Maria da Penha.

Nas reuniões, uma frequência é assinada e os dados encaminhados à Justiça para acompanhamento dos participantes. Participam dos grupos homens que se enquadram nas formas de violência citadas na Lei Maria da Penha, como moral, física e psicológica.

Assessoria de Imprensa Seds


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