"Paciente deseja ser tratado como cidadão", afirma governador

Publicado: 11/07/19 17:29

Regionalização é o desafio mais urgente

Por trás de cada número, vidas salvas e famílias impactadas positivamente. Essa foi a mensagem que ficou após o balanço de seis meses de governo da Secretaria da Saúde de Goiás (SES), apresentado nesta quinta-feira, dia 11,  no Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi (HGG), pelo secretário Ismael Alexandrino ao governador Ronaldo Caiado, que acompanhou as informações ao lado da presidente de honra da OVG, Gracinha Caiado, e do vice-governador Lincoln Tejota.

“Saúde em Goiás sempre existiu no outdoor, mas não chegava à casa das pessoas. Ao disputar o governo, o meu grande compromisso foi justamente voltar a atenção para esta área e a humanização do tratamento. Não podemos abrir mão dela. Afinal, são 44 anos como médico cirurgião, e se hoje chego ao Governo do Estado, não posso deixar de ter uma política inteligente. Sei que o paciente deseja ser tratado como cidadão, e não como número”, afirmou Caiado.

Os dados apresentados traduzem aquilo que a população já pode sentir: em seis meses, o Governo de Goiás está totalmente adimplente com os repasses municipais – totalizando quase R$ 72 milhões já entregues às prefeituras – e regularizou os repasses ordinários das Organizações Sociais (OSs), que somam R$ 674,3 milhões de janeiro a julho. Isso sem perder de vista o uso racional dos recursos – a pasta projeta uma economia anual de R$ 5,3 milhões a partir das revisões de contratos de limpeza, vigilância, locações, frota de veículos, combustíveis, materiais administrativos, bem como demais despesas.

É um cenário bem diferente do encontrado no início da gestão, quando a situação herdade era de total colapso na Saúde, resultado de 13 meses sem repasses de verbas para os municípios e de R$ 215 milhões em atraso no repasse ordinário das OSs que administram os hospitais da rede estadual.

Caiado congratulou o secretário e a equipe pelos avanços notórios. E ressaltou os próximos desafios. “Não podemos dizer que o Estado está bem, se nós temos mais de 50 mil pessoas na fila de espera para serem operadas. Não podemos dizer que a nossa gestão está boa, se nós temos um paciente tendo que andar 750 quilômetros para ter um leito de UTI”, avaliou.

E contou uma história que o emocionou e que, diz, demonstra a urgência da regionalização da assistência à saúde. “Quando andei pelo Nordeste goiano, conheci um senhor já com aparência abatida e cansada. Ele andava dia sim, dia não, 450 quilômetros para fazer uma hemodiálise, saindo de sua cidade para chegar até Formosa. O que ele disse ficou marcado na minha vida: ‘a hemodiálise não tira só a sujeira do meu sangue, arranca um pedaço da minha alma’”, recordou.

Oferecer uma saúde pública digna aos cidadãos é um compromisso que ficou evidente já nas primeiras horas do mandato, quando o governador, recém-empossado, visitou o Hospital Materno Infantil na noite de 1º de janeiro a fim de evitar o fechamento da unidade.

De pronto, Caiado disponibilizou dois veículos de luxo, antes usados por ex-governadores, para que fossem a leilão com a renda revertida para o hospital. O valor arrecadado permitiu que fossem realizados, entre outros reparos, a adequação da cozinha, escadas e rampas, manutenção do sistema de alarme de incêndio e das instalações elétricas.

“Isso tudo custou R$ 303.256,17, pagos com o dinheiro do leilão. Muitos criticaram à época, mas valeu a pena, governador”, destacou o secretário Ismael Alexandrino. Também foram abertos 10 leitos de UTI e 45 de enfermaria no Hugol para pacientes do Materno Infantil, o que permitiu o incremento de 300 internações em dois meses, desafogando o hospital.

Ismael Alexandrino frisou que os gestores governamentais nunca devem perder a compreensão de que atrás de cada número existem vidas e famílias. “Cada uma que a gente consegue impactar positivamente, mudando a sua realidade, fará valer a pena ter ficado horas sem dormir, ter sido secretário de Saúde do Estado de Goiás”, asseverou.

O vice-governador Lincoln Tejota recapitulou que a regionalização da saúde é umas das principais metas da gestão desde e campanha e que os esforços estão sendo somados para atingir esse objetivo. “O nosso compromisso em levar saúde de qualidade para os goianos de todas as regiões vai ser cumprido e os dados apresentados hoje mostram que estamos no caminho certo. O governador, eu e o secretário de Saúde, Ismael Alexandrino, estamos empenhados em transformar a Saúde de Goiás.”

Novidades

Até dezembro, está prevista a entrega de quatro policlínicas em Goianésia, Quirinópolis, Santa Terezinha e Posse, possibilitando regionalizar o atendimento ao cidadão, que terá acesso a serviços hospitalares e a atendimento ambulatorial especializado de forma mais próxima. Também será feita a reativação do Hospital Filantrópico São Pedro de Alcântara, na cidade de Goiás, por meio de convênio, e retomadas as obras do Hospital Regional de Uruaçu e Águas Lindas de Goiás, além da ampla reforma do Hemocentro de Goiás (Hemogo).

Transplante de rins

O HGG celebrou também, nesta quinta-feira, a renovação da autorização para a realização de transplantes de rins pelo Ministério da Saúde. A unidade tem um histórico de 280 destes procedimentos realizados em pouco mais de dois anos. A portaria 750 do Ministério, de 11 de junho, possibilitará a consolidação do HGG como a principal referência no transplante de rins em Goiás, que atualmente ocupa a 10ª posição no ranking nacional em número de procedimentos, segundo Registro Brasileiro de Transplantes (RBT).

O paciente Jair Araújo Serrano subiu ao púlpito e comoveu a todos com sua jornada. Ele, que fez hemodiálise durante sete anos, tempo em que chegou a ser encaminhado para a cirurgia por duas vezes, foi finalmente operado no dia 6 de fevereiro. “Já estou com cinco meses, minha cirurgia foi muito bem sucedida. Minha vida está mudando completamente. A cada dia, me sinto feliz e mais tranquilo, não sinto nem dor de cabeça. Agradeço a Deus todo dia por essa oportunidade. Quem precisa de transplante não tem que se entregar, tem que correr atrás da sua vida porque a hemodiálise não é fácil.”

​Fotos: Hegon Corrêa

Secretaria de Comunicação