Estado vai elaborar cartilha de Manejo da Covid-19 a profissionais de Saúde

Medida foi anunciada durante videoaula transmitida nesta sexta-feira. O material deve ficar pronto até domingo e terá como parâmetro as mais modernas pesquisas em andamento

Fazer com que nenhuma morte decorrente da pandemia do novo coronavirus seja registrada no Estado. É com esta meta em vista, e também com o intuito de melhor preparar médicos, enfermeiros e demais profissionais da área mobilizados no enfrentamento desta crise sanitária, que o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), realizou nesta sexta-feira (20/3) uma videoaula sobre Manejo da Covid-19.

Até o próximo domingo, uma cartilha com novo protocolo de manejo hospitalar deve ser divulgada e distribuída em todo Estado.

Caiado frisou que a . “Vamos mostrar ao Brasil que vamos sair na frente com o que existe de mais atual para oferecer aos cidadãos goianos. O que me estimula nesta hora é poder acumular minha condição e médico e governador do Estado de Goiás; é isso que nós sabemos fazer, é cuidar de vidas”, disse referindo-se a Ismael, que também é médico.

A aula foi ministrada pela médica intensivista e cardiologista Ludhmila Abrahão Hajjar, e pelo médico intensivista do Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi (HGG), unidade do Governo de Goiás, Durval Ferreira Fonseca Pedroso. Ambos apresentaram uma cronologia da evolução da epidemia desde seu surgimento na província de Wuhan, na China, e sua surpreendente proliferação. Também uma ampla gama de estudos e pesquisas científicas internacionais que já estão sendo desenvolvidas, cujos dados preliminares servirão de parâmetro para as normas de manejo a serem aplicadas nas unidades de saúde.

Ludhmila elogiou a postura do governador Ronaldo Caiado diante da crise. “A gente nunca esperava passar por isso, mas a gente tem o líder certo. Ninguém melhor poderia estar à frente de uma situação tão grave. É uma benção para nosso Estado”, parabenizou. Apresentando gráficos e inúmeros dados, ela abordou, dentro outras questões, o perfil dos pacientes mais suscetíveis a internação; o cuidado especial com cardiopatas; e a administração de drogas como a cloroquina e hidroxicloroquina, que já demonstraram resultados promissores. Lembrou os casos das cidades italianas de Bérgamo e Lordi, e frisou que tê-las como referência foi um dos acertos do governador. “As medidas que tomou no Estado estão além do tempo do Brasil e em consonância com o registro internacional”, comparou.

A cardiologista lembrou que, neste momento de crise, a informação é fundamental, mas é preciso responsabilidade social, sendo o combate a fake news a principal preocupação dos gestores. “Nós, médicos e pesquisadores, estamos sendo abarrotados por informação. Hoje pela manhã, ao fazer uma pesquisa com o termo coronavírus, constatei que existiam 16.216 publicações. É impossível que a gente consiga estar atualizado. O que a gente vem fazendo é valorizar os principais jornais periódicos das ciências. O fato bom é que essa doença aconteceu em um momento de globalização e a transmissão da informação se dá em tempo real pra nós. Por outro lado, também permite a chegada de informações erradas, contribuições desnecessárias”, alertou.

Rede de informação
A transmissão, que também foi feita pelo perfil de Caiado e do Governo de Goiás no Facebook, foi acompanhada por cerca de 5 mil pessoas – a maioria, profissionais de saúde – bem como 18 regionais de Saúde, segundo informou secretário de Estado da Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino. “O governador Ronaldo Caiado tem saído na frente em todas as ações de prevenção à transmissão do coronavírus. Mas é muito importante este nosso alinhamento, para capilarizamos as informações corretas”, ponderou. Todas as informações da videoaula ficarão disponíveis na internet. O titular da SES também divulgou o número de telefone da Central de Atendimento sobre o Coronavírus, da Superintendência de Vigilância em Saúde, que é o 3201-2686, disponível para a população dos 246 municípios; e o 3201-2687, este especificamente para os profissionais. Há também chatbot nas redes sociais do Governo de Goiás.

O governador aproveitou a ampla participação de representantes do interior para atentá-los à necessidade de que se conscientizem de que não é todo e qualquer paciente com sintomas deve ser encaminhado para Goiânia. “Sei que tem municípios do Estado carentes e que não têm estrutura mínima, mas a grande maioria tem condições, sim, de poder fazer o atendimento, dar essa atenção básica necessária para que o quadro desse paciente não se agrave”, alertou.

Também lembrou que na capital há toda uma estrutura sendo preparada, mas que não haverá vagas suficientes se a demanda extrapolar a real necessidade. “Muitos, às vezes, criticaram nossas medidas. Mas tenho a consciência de que estamos agindo na hora certa, porque nossas vagas são limitadas. Já temos a disposição o HDT, o Hospital dos Servidores, preparados para receber os pacientes mais graves. Ontem, o reitor da Universidade Federal de Goiás, professor Edward, colocou também o Hospital das Clínicas à disposição. Só que o problema é ter o leito de UTI, com cama própria, um monitor, um respirador", explicou.

Por isso, destacou Ludhmila, a recomendação é que o indivíduo deve ficar em casa, e não se encaminhar ao hospital para não se expor a um ambiente não recomendado. “O importante é a gente passar que cerca 80% da população deverá ter a forma leve, sendo que 20% vai precisar de internação. Desses, apenas 1/4, ou seja 5%, é que vai precisar de UTI. Com isso, a gente já consegue se estruturar em termos de números de leitos e necessidade de recursos estruturais e humanos.”

Secretaria de Comunicação - Governo de Goiás